17 de nov. de 2011

O caratér de universidade e o papel do estudante que pode ter na luta de classes. Uma polêmica necessaria com a Revista Veja

A Veja que tem como porta voz o colunista Reinaldo Azevedo estão numa ofensiva ideologíca reacionaria para tentar desqualificar a mobilização dos estudantes da USP, alegando que estes são uns ‘’filhinhos de papai que usa casaco da GAP que ta fazendo baderna para conseguir privilégios’’.  Esta discussão nos remete ao caráter de universidade que temos hoje, qual deve ser o papel dos estudantes e para quem que eles devem direcionar o seu conhecimento.  Importante fazer esta discussão, pois a mesma mídia que desqualifica a mobilização dos estudantes da  USP  como um ‘’bando de filhinhos de papai’’ é a mesma mídia que quer conservar o modelo de universidade que é elitista, racista e exclui a classe trabalhadora , os negros da periferia e o povo pobre.
O projeto de universidade da burguesia  é elitista, racista e serve aos interesses do capital. Isso significa  que para atender os interesses  do capital, a burguesia precisa de uma grande mão de massa  barata e não qualificada em contraposição ao um setor formalmente qualificado. Com a reestruturação produtiva e o advento do TOYOTISMO  este setor considerado qualificado, acaba também tendo condições de trabalho precário e as universidades agora cumpre um papel  de servir mão de obra barata para o ‘’mercado de trabalho’’.  Ou seja é bom para o próprio  capital, excluir uma grande parcela da sociedade (como a universidade é de classe então a classe trabalhadora e o povo pobre está excluído)  ou seja a universidade precisa ter um filtro racista e elitista que exclui  esta parcela da sociedade para poder gerar mão de obra  barata para o capital continuar se reproduzindo.
As próprias contradições da sociedade dividida em classe permite que a competição do vestibular seja tão desiguais. Enquanto uns tem condições materiais em se apoiar num aparato para passar no vestibular (cursinhos, escolas pagas), outras tem que enfrentar um ensino publico precário fruto de um Estado que investe a metade do seu orçamento para pagar a divida externa e interna, enquanto que uma ínfima parcela que não chega  menos de 10% é investido para a educação publica.  Dentro  da sociedade mediada pelo capital, temos uma enorme disparidade entre as classes fazendo com que as condições seja desiguais. 
Portanto esta mesma mídia que trata os estudantes como ‘’os filhinhos de papai’’, é a mesma mídia que quer conservar este modelo de universidade elitista e racista. Temos que desmistificar este discurso, colocando claramente qual é a posição da grande mídia quando ela  fala que os estudantes da  USP são ‘’filhinhos de papai’’.  A burguesia na sua posição conservadora  coloca  que o capitalismo é natural, que o sistema atual funciona perfeitamente bem e toda essa visão alegre que se perpetua em crescimento econômico como estamos vivendo no Brasil é justamente que esta mesma tem medo de qualquer transformação radical da sociedade.  Portanto o que a grande mídia quer é que a USP e as principais universidades é mesmo a sua elitização, o que exclui os trabalhadores  e o povo pobre.
O papel do conhecimento e o papel que o estudante possa cumprir na luta de classes.

A universidade reflete o período histórico em que vivemos. Vivemos numa sociedade dividida em classes que tem interesses opostos e inconciliáveis, com isto estão em constante conflito até que uma classe elimina a outra. A historia vive de fluxos e refluxos, quando se acirra as contradições dentro da sociedade abre a possibilidade histórica de transformação radical da realidade através da luta de classes porém o Estado cumpre um objetivo de frear as futuras lutas, ou cumprindo um papel de dar algumas concessões ou através da repressão.
Ideologicamente a universidade sofre a influencia do positivismo desde autores como Durkheim ou até mesmo autores neo-positivistas como Max Weber, ou seja é necessário que se interprete a realidade sem a influencia de nenhuma a ideologia ou o teórico pode até ter suas pré noções mas na hora da pesquisa ou quando interpretar a realidade ele tem que ser neutro. Formalmente a universidade não pode estar a serviço de uma classe, pois ela seria neutra. Porém a neutralidade da universidade está a serviço do capital, pois as pesquisas que são feitas na universidade vão para as chamadas fundações privadas que lucram com as pesquisas feitas pelos estudantes.
A neutralidade da ciência, a tese conservadora de que ‘’sempre foi assim e sempre será assim por que é assim a vida’’ e até mesmo que certas coisas são validas para todos (ricos e pobres), serve justamente para legitimar as idéias da burguesia. A universidade neste sentido cumpre um papel fundamental, pois é um aparato ideológico da burguesia que serve para propagar e legitimar as suas idéias dominantes para assim continuar a sua dominação. Este é o modelo de universidade elitista e privatista que a burguesia quer conservar, por isso ela utiliza a mídia burguesa para poder deslegitimar a luta dos estudantes da USP e de qualquer universidade que questione a universidade e realidade na maneira como ela é.
Muitos autores que tentaram interpretar a realidade, não foram autores de gabinete que se fecha perante e sim que são de uma classe e defendem os interesses dela, que querem dar na sua respectiva maneira uma resposta a luta de classes e que possui um interesses ao interpretar a realidade. Embora a universidade hoje está ao capital e seja um aparato ideológico da burguesia, ela reflete o período histórico em que vivemos, período na qual a sociedade está marcada por contradições e que reflete no fato dela estar dividido em classes com interesses antagônicos e inconciliáveis e que estão em constante guerra. Ou seja na universidade a serviço do capital, abre espaços  marginalizados para teorias que visam questionar e transformar a realidade.
Como já citado no texto, a universidade é elitista e exclui e impede  a classe trabalhadora e o povo pobre de ter acesso a ela fazendo que ela se restrinja aos filhos de setores da pequena burguesia e da burguesia. Embora a pequena burguesia esteja numa posição confortável principalmente em períodos de crescimento econômico, ela no momentos de acirramento da luta de classes e de crise econômica ela  tem que se decidir ou se alia a grande burguesia e forma setores fascistas e reacionários que vão defender a ordem  ou se une ao proletariado e vão conquistar a emancipação de toda sociedade. A solidariedade destes setores progressistas que querem transformar a realidade pela raiz e se encontram dentro da universidade, tem que ser concreta pois a classe trabalhadora é a única classe capaz de transformar radicalmente a sociedade trazendo a emancipação de todos os setores oprimidos, mas com o conhecimento adquirido nas universidades e através de experiências da luta de classes os estudantes podem intervir fazendo com que os seus aliados tenham uma estratégia para vencer. Além dos estudantes que são da pequena burguesia que pode cumprir um papel progressista, temos um setor que tem a sua condição de vida acadêmica cada vez mais precárias e por isso estão na linha de frente nas lutas que acontecem dentro dela
Há dois lados nesta luta na USP. Um lado é da burguesia paulistana, reflexo de uma burguesia brasileira que não cumpriu um papel revolucionário na historia e nasceu dos resquícios dos senhores de terra e outro lado são dos escravos que com a ‘’ordem competitiva’’ foi pauperizado fazendo com que estes formassem os morros e os imigrantes  que vinham no Brasil com a ilusão de que estes trabalhassem ascenderiam socialmente e se tornaria donos de terras e de empresas mas que só foram explorado. Temos fortes traços de continuidade no passado e que se reflete hoje, pois enquanto a mesma policia invade os morros de São Paulo ou até mesmo em outros lugares do Brasil é para conseguir mão de obra barata para burguesia para ela obter altas taxas de mais valias e assim continuar a grande miséria social que existe no Brasil hoje. A luta dos estudantes ‘’que veste casaco da GAP’’ questiona indiretamente este traço de continuidade que existe na historia brasileira e que se reflete ao ‘’projeto de país’’ que temos hoje.

16 de nov. de 2011

A ''minoria'' estudantil

Os estudantes da USP tem que vencer !


No dia 27 de outubro, três estudantes foi preso pela policia por usar maconha dentro da USP gerando insatisfação dos estudantes que enfrentaram esta mesma policia no prédio da FFLCH. Tal insatisfação gerou questionamentos mais profundo sobre a porque que a policia estava no campus universitário e qual o papel que esse órgão repressor cumpre na sociedade. Desde então os estudantes encontra em luta com métodos radicalizados (primeiro ocupou o prédio da FFLCH, segundo ocupou a reitoria) e este fato político na USP causou repercussão nacional gerando uma polarização dentro e fora dos muros da universidade.

Se por um lado temos toda a mídia burguesa, tendo a sua expressão máxima o Reinaldo Azevedo colunista da Veja e o Fantástico criminalizando o movimento e muitas das vezes deixando explicito a vida de alguns estudantes que tiveram na linha da frente na ocupação de reitoria e pelo fora PM, por um outro temos apoio de intelectuais de universidade, apoio dos trabalhadores USP e UNICAMP, apoio dos estudantes da UNESP, UNICAMP, UEL e da Fundação Santo André e até mesmo de alguns colunistas e do Tico Santa Cruz vocalista da banda Detonautas.

Vivemos num período neoliberal e tal período histórico tem como uma das bases o sucateamento do setor publico para beneficiar o setor privado e a reestruturação produtiva, fazendo que haja um enorme setor de trabalhadores que estão em condições precárias. Tal situação se reflete na USP, pois vimos uma parcela de trabalhadores da USP terceirizados, as fundações privadas que influenciam nas pesquisas, curso sendo sucateado e muitos sendo inclusive até privatizados. O reitor Rodas foi questionado se a USP deveria ser privatizada, o reitor disse que era um boa ideia e que o seu projeto era mesmo de privatizar a Universidade de São Paulo.

Para levar até final este projeto, o REItor da USP já da seus próximos passos em rumo ao seu projeto elitista de universidade. Para os trabalhadores, a reitoria pretende implementar o PROADE um mecanismo que intensifica a jornada de trabalho (o trabalhador tem que trabalhar uma quantidade de horas para responder a este programa, caso o contrario ele será demitido por invalidez) e demissão de funcionário, para os estudantes vem a privatização dos cursos, a formulação da grade como um mecanismo para atender os interesses do mercado e o fechamento de alguns cursos considerados não rentáveis.  Porém para implementar este projeto, o Rodas tem que passar em cima do SINTUSP como demitir dirigentes sindicais e tentar destruir o sindicato com o projeto da reitoria para os trabalhadores e expulsar os estudantes combativos que questionam a estrutura de universidade (mui tas das vezes de baseando em decretos da ditadura militar que pretende ‘’eliminar o estudante que ir  contra a ordem).

Desde em 2007, mas tendo bem claro na greve protagonizada pelos estudantes em 2009 onde que a resposta da reitoria e do conselho universitário (um órgão burocrático formado por 327 professores) foi colocar a policia no campus. Já em 2009 houve um confronto entre trabalhadores e estudantes contra a policia (algo que até então desde a ditadura militar não acontecia um confronto entre a policia e estudantes dentro da USP)  e isso fez com que o conselho universitário a serviço do Estado e dos grandes monopólios resolvesse como solução dos confrontos na USP a entrada da policia no campus universitário.

Em 2009 houveram eleições para reitor para a USP. Perante a imensa comunidade acadêmica USPIANA, as eleições para reitor da USP ocorre da seguinte maneira : O conselho universitário da USP escolhe 3 candidatos para que o governador do Estado de São Paulo escolher quem vai ser o reitor da USP. Sob uma eleição que aconteceu sob as saias da PM para deter os estudantes, professores e funcionários que questionavam de tão anti democrático que era a estrutura de poder da universidade, Rodas o segundo mais votado pelo conselho universitário foi eleito pelo governador José Serra reitor da universidade de São Paulo.

Como currículo, Rodas foi advogado do Estado na época da ditadura militar contra a morte do filho da estilista Zuzu Angel e na época que ele coordenava a faculdade de Direito, proibiu o MST realizar uma atividade na universidade colocando a policia dentro dela para impedir a realização.  Ou seja como um bom burocrata é preciso que tenha competência para poder gerir a universidade, porém a universidade está a serviço do Capital e no caso da USP onde é conhecido como polo de resistência Rodas foi a pessoas mais correta e confiável que o governador do Estado de São Paulo encontrou para ser REItor da Universidade de São Paulo.

Este mesmo reitor fez um discurso racista, comparando a USP ao Haiti e aos morros do Brasil. Como vimos uma constante militarização nestes locais era obvio perceber que a solução que o reitor queria da para a USP é a militarização da universidade ou seja colocar a policia no campus universitário para deter a mobilização dos trabalhadores, professores e estudantes.

Perseguição e expulsão contra aqueles que lutam como está acontecendo na universidade com casos de dirigentes sindicais e estudantes, destruição dos órgãos combativos de estudantes e trabalhadores, retirada dos direitos democráticos conquistados com luta como o CRUSP são coisas que refletem a democracia com resquícios da ditadura militar em que vivemos hoje. O que acontece na USP, questiona a perseguição e os assassinatos daqueles que lutam nos campos e na cidade, a repressão e criminalização sistemática em que sofre o MST problemas que justamente acontece quando você tem uma burguesia que já nasceu conservadora (ao contrários dos países da Europa em que ela se tornou conservadora) herdada do antigo regime (pois os donos de fazenda de antigamente viraram burgueses de hoje) e uma democracia burguesa degradada pois dentro dela existem resquícios da ditad ura militar.

Drogas, segurança X o questionamento de universidade e de ‘’projeto de países’’

O assassinato do estudante da FEA dentro do campus universitário, ocorrido no primeiro semestre de 2011 e sentimento de imediatismo de pânico e insegurança causado por um setor foi base para que a reitoria legitimasse a entrada da policia no campus sob o discurso que a entrada da policia militar no campus universitário iria impedir a violência no campus e assim trazer mais segurança para os estudantes, professores e funcionários. Porém cabe bem dizer que como a policia já estava no campus universitário, no dia do assassinato do estudante minutos antes ela estava fazendo blitz frente ao portão um (portão de entrada da universidade).

Antes de mais nada, a sociedade capitalista aliena os indivíduos dos meios de produção fazendo com que minoria seja dono dos meios de produção enquanto uma maioria tem somente a sua força de trabalho para vender. Vivemos numa sociedade com fortes contradições entre as classes, contradições essas que são grotescas pois enquanto temos uma ínfima minoria que mantém uma grande parte da riqueza da sociedade, esta grande maioria não possui nem 5% da riqueza que é produzida por estes mesmos. Junta este problema, com o desemprego estrutural ocasionado pela reestruturação produtiva fazendo com que o capital possua modos de acumular cada vez mais e assim mantendo cada vez mais fortes as contradições existentes na sociedade fazem com que a violência urbana seja um problema concreto e que tem ser resolvido, mas ela é um problema social e não um caso de policia como a classe dominante coloca.

Esta mesma policia é aparato de repressão do Estado (ou é um membro do Estado).  O Estado por sua vez é fruto do produto que as classes dentro da nossa são inconciliáveis e por sua vez ela pertence a classe dominante. No capitalismo, a sociedade foi dividida em duas classes principais: A burguesia dono dos meios de produção e o proletariado que só tem sua força de trabalho para vender. Ou seja esta principal contradição da sociedade é marcada pela divisão destas duas classes que de acordo com o próprio desenvolvimento do capitalismo ela vem se agrava até abrir a possibilidade histórica de revolução social. O principal motivo da contradição na sociedade mediada pelo capital é que tem uma classe que representa a minoria, parasitaria que extraem e acumulam a riqueza nas costas de uma maioria que tem que reproduzir sua existência através de um salário de fome e miséria. O proletariado e a burguesia tem interesses inconciliáveis entre eles (pois enquanto um quer acumular a riqueza, outro quer condições dignas de sobrevivência) e estão em luta constante até um parte eliminar a outra de uma vez. (porém é somente com o proletariado que esta luta pode acabar de fato). Nesse sentido o Estado cumpre o papel de frear a luta de classes, ora com algumas concessões mas ora com a repressão policial.

Enquanto a administração da FFLCH estava sendo ocupada pelo os estudantes, estes estavam lendo o Estado e a Revolução do Lênin e questionando o papel da policia. Enquanto isso o Reinaldo Azevedo colunista da Veja, escreve um artigo ironizando os estudantes. Como colunista o Reinaldo Azevedo defende um projeto de educação elitista e privatista, mas questionamos a fundo o que o renegado (uma vez que ele participou da Convergência Socialista corrente interna do PT)  que agora virou reacionário escreveu sobre os estudantes da USP.

O documentário chamado noticias de uma guerra particular, questiona este caráter da policia com uma entrevista com o próprio delegado da época. Ao questionar sobre o papel da policia, ele diz claramente que a policia serve para defender os interesses de ‘’uma elite’’ e impedir que um setor da população que ganha 210 reais e mora nos morros se rebelem contra sua a reprodução de vida, fazendo com que estes se conforme com a atual miséria e não questionem a sua realidade.

Questionamos ao REItor que apoiou a ditadura militar, como que ele quer dar solução para a USP em relação a segurança se é o mesmo reitor que terceiriza, que torna as condições dos trabalhadores cada vez mais precárias e que pretende demitir funcionários. Rodas que apoiou a ditadura militar, que tem interesses de apenas acumular não quer nem de longe resolver o problema da segurança na USP e fecha os olhos para os problemas de violência que ocorre dentro e fora da universidade. Portanto os estudantes não podem confiar num reitor que quer conservar a violência, a insegurança para resolver os problemas da segurança.

O problema da segurança é algo que vai além da USP, ela é reflexo das contradições da sociedade capitalista. Como a universidade reflete o período histórico em que vivemos, ela reproduz fielmente as contradições da sociedade capitalista, excluindo uma grande maioria da sociedade formada por trabalhadores, povo pobre e seus filhos pelo filtro racista e elitista que se chama vestibular. O problema que estourou na USP, faz com que a universidade não seja mais tratado como um bolha que se fecha aos problemas que acontecem na sociedade. A universidade tem que sim tratar e discutir o problema da violência urbana, pois ela cumpre um papel que deveria cumprir. Isto passaria a discutir, qual é o problema da violência?, como iremos resolver ela?, qual é a melhor abordagem e qual classe que podemos solucionar este problema? (no caso da ultima pergunta a abordagem e a classe que pode solucionar este problema são algo que estão interligado uma coisa com a outra). Resumindo enquanto a universidade estiver voltada aos interesses do capital e da burguesia, ela não pode resolver o problema de violência dentro dela.

Tal posição apresentada no texto é contraria da posição da direita dentro da universidade, que coloca a policia cumpre um papel de proteger a população legitimando assim a repressão contra os trabalhadores e o povo pobre. Este mesmo setor argumenta que o problema da violência não é um problema social e sim algo como caso de policia se baseia em argumentos de que a violência é algo que é fruto do próprio homem, pois ele é mesquinho, mal, ambicioso e que sempre o possível pretender fazer o mal para as pessoas ou argumentos dos mais  reacionários do tipo que a violência existe porque tem pessoas inferiores do que as outras. O Estado e a policia seria algo teológico e metafísico, pois estariam em cima da sociedade e estaria por fora de qualquer da sociedade má. Ou seja, o Estado é Deus e a policia são pessoas iluminadas divinas que não precisaria de nenhum controle (até mesmo, porque se os trabalhadores e o povo pobre controlasse a policia estes precisariam estar armados o que tira a necessidade da policia, pois estes iriam fazer a sua própria segurança. Importante dizer que esta posição é contraria do PSTU/CONLUTAS pois estes defendem que a policia seja eleita pelos trabalhadores e que tenham mandatos revogados como se fosse uma espécie de xerifes norte americano)

Por um outro lado, temos a posição do PSOL e PSTU que pedem uma universidade mais segura colocando que a policia não é a solução dos problemas da segurança, mas que é preciso uma guarda treinada em direitos humanos. Estas organizações se esquecem que a segurança como uma estrutura burocrática estão a serviço da universidade como ela é hoje, ou seja elitista, racista e a serviço do capital. Estas mesmas organizações que acostuma separar as questões táticas, das questões estratégicas, ou seja o PSOL e PSTU podem até falar que defendem uma mudança radical no modelo de universidade mas na pratica e nas suas ações políticas não questionam o modelo atual da universidade sendo assim se adaptando ao projeto de universidade elitista e racista.

A mídia e setores da direita colocam que a mobilização dos estudantes surgiu por causa que estes queriam ter liberdade para fumar maconha e querem ter a PM fora do campus, para ter a liberdade para fumar. Sabemos que tudo começou quando os três estudantes foi preso, porém o questionamento da PM no campus vai muito além do uso de drogas e sim como uma ação tática do Rodas cujo o objetivo estratégico é um projeto elitista, racista e privatista da Universidade de São Paulo. Porém podemos desmontar facilmente o que a imprensa diz, com alguns acontecimentos que ocorreram nesta semana.

Foi noticiado para o Brasil inteiro, a prisão de NEM no Rio de Janeiro por trafico de drogas. O preso soltou uma declaração que saiu na mídia inteira que grande parte do lucro da venda de drogas iria para os policiais. Podemos pensar que é uma maça podre de uma arvore e que ela precisa ser eliminada para instituição andar corretamente, porém quando há varias maças podre podemos pensar que o problema é da própria arvore que certamente precisa ser eliminada.

Pensamos, o Estado burguês administra os interesses da burguesia. Qualquer droga ela tem que ser encarada como uma mercadoria e como qualquer mercadoria ela precisa ser fabrica nos meios de produção que está sobre controle da burguesia. A droga precisa ser consumida por alguém para que este ciclo do capital continue e que a burguesia dono das industrias farmacêuticas possam obter seus lucros. A lógica é bem simples : Se o Estado é burguês e a policia é aparato deste Estado que administra os interesses da indústria farmacêutica, então o Estado é incapaz de enfrentar o trafico. Como prova disso, conhecemos vários políticos, policiais e delegados envolvido com a questão do trafico de drogas ou seja, o Estado quer conservar este estado das coisas.

Mas porque as drogas é criminalizada? Primeiro que a burguesia aliena a maioria da população dos meios de produção ou seja tais pessoas não tem a mínima noção para onde que está mercadoria está indo e muito menos não tem controle sobre o que produz. Esta alienação é refletido em todas as esferas da vida social ou seja nada mais do que justo as pessoas terem controle da sua vida. Outro ponto é que o Estado cumpre um papel paternalista em relação as drogas, é ele que dita o que é certo ou errado fazer sem nenhuma discussão seria perante isso e os indivíduos são obrigados a ter consenso com que o Estado quer.

Porém como colocamos, o questionamento em relação a policia militar no campus da USP é bem mais profunda e não pode ser restringida as drogas. O principal motivo que a USP mais uma vez entrou em cena por causa em cena pois a luta dos estudantes questiona e coloca em cheque um dos principais pilares de crescimento econômico que o Brasil vive.

O governo de Lula foi marcado por um grande crescimento econômico, que teve como lema ‘’o Brasil potência’’. Por trás deste lema, esconde fortes contradições na sociedade que por sua vez são contradições muito frágeis. Este crescimento econômico se sustenta através de trabalho precário como foi questionado na luta dos trabalhadores em Jirau. A policia militar tem como objetivo a repressão nos morros contra os negros, trabalhadores e o povo pobre no modo que possa garantir esta grande mão de obra precária. A luta da USP questiona e coloca em cheque toda a confiança e a visão alegre da burguesia provocada pelo ‘’boom econômico’’ que teve no período do governo Lula ou seja ela começa ver que o castelo dela de sonhos e fantasias começa a ruir a beira a baixo gerando medo que a classe dominante perca o seu titulo de dominante. A burguesia não tem nada o que dizer, por isso que ela utiliza de todo seu aparato ideológico dela para poder deslegitimar a luta dos estudantes da USP.

Porém a realidade é mãe da verdade e isso faz com que a classe dominante mistifique a realidade para que ela não caia num mar de lama. Mas  se colocamos os últimos acontecimentos em uma linha reta, veremos o que está em jogo é o questionamento de um dos pilares do projeto de pais. No Rio de Janeiro estamos vendo uma mega operação do aparato repressivo do Estado no morro da rocinha, operação que fez a grande maioria dos moradores do morro a sentir medo da policia. Voltamos ao filme ‘’noticias de uma guerra particular’’ onde que o delegado questiona como você faz para deter  o questionamento uma grande massa que ganha menos de 500 por mês? É com a repressão policial. Nos temos que tratar as coisas como ela são, por mais que a mídia esconda a realidade ela sempre vai existir.


Qual é o papel do PSTU e PSOL na luta dos estudantes da USP.

A luta dos estudantes da USP, também revelou o caráter traidor que teve as direções do PSOL (que esta no DCE-USP) e do PSTU (que está em centro acadêmicos como CAELL).  Desde o inicio, estas organizações se colocaram contra os métodos radicalizados como ocupação na administração da FFLCH e que foi derrotado pela a vontade da base que ocupou o prédio. Vale lembrar que o mesmo PSOL queria escoltar os estudantes presos na delegacia, com medo que causasse ‘’um tumulto maior’’ entre os estudantes. Caberia perguntar ao PSOL: Qual tumulto é esse? O questionamento mais a afundo da policia militar no campus, motivo na qual levou os estudantes a se mobilizar anos. Porque deter o tumulto? O PSOL iria cumprir o papel que ele sempre cumpriu dentro do movimento estudantil da USP, o seu papel seria de ser um freio n a luta dos estudantes e de desmobilização deste mesmo setor.

Não é primeira vez e não vai ser a ultima. Como ocorreu na PUC em 2010, onde que estas mesmas organização usou como moeda de troca a ocupação de reitoria para negociar de portas fechadas migalhas que nem na assembleia estava sendo discutido estas questão na USP foi a mesma coisa. Uma negociação de portas fechadas com a reitoria alheio aos órgãos democráticos dos estudantes e a congregação da FFLCH onde que o professor e militante do PSTU Ruy Braga mediou as negociações onde que os estudantes iria obter apenas migalhas.

Assim como se deu na PUC, a assembleia foi polarizada e estas organizações tiveram uma linha derrotista de acabar com o movimento e não fazer com que ele avance. Enfim após repetir varias vezes a votação com o objetivo de esvaziar a assembleia e até convencer de que era necessário desocupar o prédio da administração da FFLCH, mas um estudante propôs a ocupação de reitoria e toda assembleia que se diz democrática passa por discutir as propostas mas o dirigente do PSTU Vinicius Zarapoli resolve acabar a assembleia sem discutir a ocupação da reitoria.

A lógica de negociar de portas fechadas com a reitoria e a congregação da FFLCH, migalhas e principalmente de colocar uma linha derrotista de querer acabar com o movimento propondo algo eqüidistante,  mas que na verdade iria significar um grande refluxo dos estudantes fez com que estas mesmas organizações dividissem o movimento, isolando a vanguarda do movimento e fazendo com que um grupo de estudantes levasse esta luta sozinho (o que em relação a correlação de força, abriu caminho para que a policia militar reprimisse os estudantes na ocupação de reitoria mais tarde).

O PSTU escolheu o seu caminho, agora que assumam as suas consequências

A postura de fura greve do PSTU que teve na mobilização da USP, tem como uma das consequências a sua postura de seguir cegamente o PSOL, assim como  no período da década de 90, o mesmo PSTU tinha uma linha de seguir cegamente o PT. O PSTU assim como a sua organização internacional a LIT, se caracteriza por ser centrista e o centrismo acostuma ser um fenômeno passageiro pois a luta de classes impõe que os revolucionários se posicionem claramente em lado. O PSTU escolheu um lado, resolveu ficar no lado PSOL.  O Centrismo sempre fica a reboque dos reformistas, porém o reformismo é porta voz dos interesses da burguesia dentro do movimento operário.
O centrismo faz intriga com as organizações revolucionarias colocando que esta uma não pode fazer polemicas, pois é seria ‘’um crime’’ contra o partido e contra a sua direção mas se alia com o reformismo. O PSTU funciona desta maneira : O partido mantem acordos superestruturais com o PSOL  para as eleições de sindicatos, centros acadêmicos, DCES e até mesmo as eleições burguesa, mas porém qualquer critica que as organizações que reivindicam a revolução faz, estas são stalinistas e parasitas portanto impossível de manter qualquer tipo de dialogo entre elas.  Prova disso é que nas eleições do DCE-USP, o PSTU quer montar chapa com o PSOL e para isso ele tem que seguir tudo que o PSOL se silenciando sempre ou até mesmo pactuando com as mesmas posições.
Na ultima polemica (que podemos muito bem chamar de uma intriga mentirosa) faz com a LER-QI, o PSTU acusa esta organização de ser stalinista e de levantar calunias contra o partido (típico de um centrista).  Surgiram documentos comprovando que houve dialogo entre a reitoria com os supostos ‘’representantes’’ dos estudantes (que no caso seria o PSOL e o PSTU) que negociaram migalhas pelas costas dos estudantes com o objetivo de acabar com a mobilização. O PSTU alega que isto seria uma calunia  e que isto não condiz com a pratica de seu partido e que a LER-QI estava atacando a sua moral revolucionaria.
Fazemos a seguinte colocação para o PSTU : Se o PSTU fala que os documentos não condiz com a pratica do seu partido, porque não ir sempre ao contrario aos métodos dos estudantes radicalizado? Porque não avançar esta luta em vez de frear?.  Já que o PSTU fala tanto de moral, o PSTU sabe que as massas sabem quando a sua direção a traem e que a traição contra os trabalhadores e as classes populares é algo que vai contra os princípios morais que os revolucionários devem ter. É obrigação de toda organização de esquerda e das pessoas que se reivindicam como tal denunciar as traições das direções contras as massas. Temos que esclarecer os estudantes de quem é quem nesta luta. O PSTU acusa quem é de esquerda de stalinista pois denuncia a sua organização, mas porque que o PSTU não faz a mesma coisa no Chile pois enquanto existe um setor de estudantes conscientes que lutam por uma educação gratuita e para isso tem que passar por cima da direção de Camila Vallejo.
O tragicômico de tudo é que o PSTU junto com o PSOL faz coro com a mídia burguesa e atacam a MNN, PCO, o POR e a LER-QI que foi as únicas organizações que ocuparam a reitoria da USP. A ocupação da reitoria aconteceu não por causa de ‘’minorias’’ ou por ‘’pequenos partidos políticos de extrema  esquerda’’ e sim que foi interesse do setor dos estudantes combativos em  radicalizar esta luta e ir até o final pela a retirada da policia no campus.
Mas a realidade é mãe da verdade. Hoje a grande mídia burguesa chama o PSOL e PSTU de esquerda moderada. Distorção da mídia contra a ‘’esquerda combativa’’? Claro que não! A mídia burguesa da um alerta para a burguesia brasileira em que existe um setor dentro do movimento operário e estudantil que caso haver um acirramento da luta de classes a classe dominante vai ter com quem contar para frear qualquer tipo de mobilização e assim continuar a reprodução deste sistema de fome e miséria.
O que o PSTU não pode provar é que na ocupação de reitoria na PUC no ano passado, o PSTU junto com o PSOL negociou de portas fechadas migalhas com a reitoria e que usou a própria ocupação como moeda de troca para negociações que teve com umas das principais pautas (redução do aumento da mensalidade), sendo que a reitoria da PUC foi ocupada pela redução da mensalidade. O que é uma particularidade, passa a se generalizar comprovando que a pratica politica destes partidos é mesmo sentar e negociar de portas fechadas.
O PSTU e o PSOL  devem fazer um balanço de suas atuações na USP e colocar todo seu aparato (Sindicatos, centros acadêmicos, DCES, DA e parlamentares)  e militância a serviço da luta dos estudantes da USP,  caso queiram provar que não são fura –greve ou traidores do movimento. A realidade é mãe da verdade. Caso que estas organizações queiram demonstrar aos estudantes a sua moral revolucionaria, deverão mostrar com ações praticas que vão fazer esta luta ser de fato vitoriosa caso ao contrario, vão demonstrar que seu discurso só vai passar de um mero discurso sofista.
A partir de agora, um cenário novo se abre.
Um setor de estudantes consequentes ocuparam a reitoria e deram continuidade para o movimento pela retirada da policia no campus e pelo fim dos processos administrativos contra funcionários e professores. A resposta da reitoria foi chamar reintegração de posse, porém falando que estaria aberta ao dialogo. Porém na segunda vez que chamou reintegração de posse (pois na primeira os estudantes conseguiram adiar), a tropa de choque expulsou violentamente os estudantes e prendendo 73 estudantes que estavam dormindo naquele dia dentro da reitoria.  Tais estudantes agora vão responder inquérito policial e estão sendo acusado desde de desobediência civil (ou seja desobedecer a burguesia) e até formação de quadrilha (ou seja organização estudantil agora virou formação de quadrilha). Caso se estes processos ir até o final, os 73 estudantes correm o risco de pegar 4 a 10 de cadeia.
Depois da entrada do choque na reitoria da USP para expulsar os estudantes do campus, os estudantes encontram –se em greve por tempo indeterminado.  Neste sentido os estudantes da USP tem que lutar imediatamente pela revogação dos processos contra os 73 presos políticos, pois seria uma grande desmoralização aos lutadores da USP e do Brasil ver os seus companheiros presos e a burguesia vai sair fortalecida abrindo a possibilidade dela fazer a mesma coisa com os lutadores do Brasil a fora (Imaginem se fazem isso na USP, imaginem o que ela poderá fazer com aqueles que lutam no Para?)
Os estudantes da USP tem que vencer !

15 de nov. de 2011

Eleições para que? Uma polêmica com os setores que se dizem movimento estudantil

As eleições para os centros acadêmicos na PUC-SP ocorrem nas vésperas em que a REItoria planeja fechar as salas com o risco de muitos cursos acabarem, assim como vem tornando as condições dos professores cada vez mais precárias e proibindo festas no campus. Tais medidas visam aprofundar o projeto que a REItoria, a burocracia acadêmica, a igreja e os bancos têm em transformar a PUC-SP numa FGV, e isto significa em um aprofundamento do processo de elitização desta universidade que, por sua vez, já está avançado.
Nesse sentido, as eleições estudantis têm uma importância fundamental, pois trazem a necessidade de discutir um programa que combata a reitoria, denunciando os próximos ataques deste mesmo setor e colocar que a reitoria tem interesses inconciliáveis com a maioria da comunidade. Para isso é fundamental forjar setores de estudantes combativos e dispostos a estarem na linha de frente nas próximas lutas contra o projeto elitista desta meia dúzia de parasitas que pretendem transformar a PUC-SP num verdadeiro inferno para a maioria da comunidade.
Porém, não foi isso que o aconteceu. A política das pessoas que se dizem movimento estudantil hoje na PUC-SP é de negociar migalhas com a burocracia, pois não travaram nenhuma luta política na universidade, não respondendo casos importantes que ocorreram no primeiro semestre, o que desmoraliza e alimenta o sentimento de ceticismo dos estudantes, fazendo com que estes não acreditem em métodos radicalizados e se encastelem em instâncias burocráticas como o Conselho de Centros Acadêmicos.
Podemos entender que estes mesmos que se dizem movimento estudantil não possuem aparato suficiente para poder organizar os estudantes e lutar contra a reitoria, porém o problema não é este. Também no Direito, vimos que o grupo Construção Coletiva (impulsionado pelo Barricadas Abrem Caminhos e o Csol) girou todo o seu aparato e militância para as eleições do Centro Acadêmico 22 de Agosto, mas no cotidiano não deu nenhuma resposta às questões concretas que ocorrem na universidade, caindo na rotina.
Isso não é exclusividade apenas do Direito. No Jornalismo, na Psicologia, na faculdade de Ciências Sociais (aonde militantes do Barricadas compõe o CACS com um militante do PSTU e independentes) a política não tem sido muito diferente. Podemos pegar o exemplo do CACS, onde o Barricadas e o PSTU tem como objetivo se auto construir, e conseguem mobilizar os estudantes para montar chapa para Centro Acadêmico, mas não mobiliza para as questões concretas da universidade. Também temos que citar o caso da Economia, onde pessoas ligadas ao Barricadas estão compondo a chapa Rugido do Leão com militantes governistas do PC do B e do PT.
Enquanto isso, os estudantes chilenos estão abrindo barricadas contra a polícia, contra a educação herdeira do regime da ditadura de Pinochet. No Brasil estamos vendo os estudantes da várias universidades do Brasil ocupando suas reitorias contra a atual situação do ensino brasileiro e professores estaduais de mais dez estados realizando greve contra a atual situação de miséria que se encontra o ensino médio público. Temos que seguir este mesmo exemplo, caso queiramos mudar esta situação tão desfavorável para a maioria da comunidade puquiana, pois é só lutando com um programa combativo que iremos dar um basta à REItoria, à burocracia acadêmica, à igreja e aos bancos, e impor a nossa vontade.
Temos que retomar a tradição combativa do movimento estudantil da PUC-SP e revolucionar o que é hoje considerado movimento de estudantes na PUC-SP. Basta de um movimento estudantil burocratizado, não queremos competições mesquinhas no centro acadêmico e não queremos um movimento estudantil que negocia migalhas com a burocracia acadêmica de portas fechadas. Queremos um movimento estudantil que represente os interesses dos estudantes, que combata incansavelmente o projeto da reitoria e que tenha como concepção estratégica um outro projeto de universidade, que esteja a serviço dos trabalhadores e do povo pobre, e não que uma meia dúzia de parasitas lucrem com o nosso direito de estudar. Que a universidade seja pública, gratuita para todos e laica, que o filtro elitista e racista chamado vestibular acabe. Pelo fim da terceirização e efetivação de todos os terceirizados e que esteja em aliança com os trabalhadores e demais setores oprimidos da sociedade

13 de out. de 2011

Como anda a PUC - SP

A burguesia com seu projeto neoliberal e com a restauração capitalista tem planos e um projeto para educação. Em relação a isso temos que entender que o ensino que nos é colocado hoje é fruto do seu tempo, este período que estamos passando hoje pode ser caracterizado desde uma ofensiva ideológica da burguesia para apagar na subjetividade da classe trabalhadora e da juventude o marxismo e a possibilidade de uma transformação concreta aonde os setores oprimidos da sociedade pudesse superar este sistema de fome e miséria e desde ataques concretos contra os setores oprimidos da sociedade como sucateamento de setores fundamentais para a sociedade (como saúde, educação e entre outros) e a reestruturação produtiva capitalista que tornou mais precárias as relaç� �es de trabalho impon do para grandes setores de trabalhadores cargas altíssima de jornadas de trabalho impondo uma grande carga de intensificação, aumentou o problema do desemprego estrutural e dividiu cada vez mais a classe trabalhadora em efetivos, terceirizados e temporário.

Frente a educação refletir o período histórico em que vivemos, podemos dizer que ela está cada vez mais atrelada ao capital. Em relação ao projeto de universidade está colocados para as particulares no Brasil, que a função seria formar mão de obra para o grande capital que está ligado ao projeto de elitização da universidade na qual exclui grandes parcelas da sociedade que é formada pela classe trabalhadora e seus filhos. Com intuito de formar mão de obra barata, sob a alegação que hoje é preciso se especializar cada vez mais houve um grande BOOM de universidades privadas nos anos 80 e 90 controlada pelos os grandes tubarões de ensino como o grupo A nheguera, universidades na quais o governo Lula investiu muito mais do que nas publicas, na qual o ensino p ublico, gratuito e de qualidade  deveria ser um direito para todos e hoje os trabalhadores, seus filhos e o povo pobre são excluídos da universidade pelo filtro racista e elitista que é o vestibular.

Historicamente a PUC foi uma universidade por ter uma tradição de luta contra a ditadura militar, aonde que abrigou intelectuais acadêmicos de esquerda como Florestan Fernandes, Mauricio Tranteberg e Octavio Ianni, por abrigar congressos como o da UNE em 1977 na qual foi reprimido duramente pela a ditadura militar a mando do coronel Erasmo Dias e por ter baixas mensalidades. O Processo neoliberal, atingiu a PUC na qual teve que entrar em concorrência com as universidades que foram criadas no período dos anos 80 e 90 e assim entrando num processo de sucateamento na qual resultou a um aumento abusivo das mensalidades, um grande índice de estudantes que fizeram divi das altíssimas, as condições de trabalho dos professores tornaram cada vez mais precárias, sucateamento dos cursos e uma div ida na qual o reitor Dirceu de Mello hoje esconde e que tem como resposta  para esta divida da PUC como declarou publicamente transformar a universidade numa FGV que é elitista e totalmente atrelada ao capital. Estes mesmos setores parasitários (igreja, bancos e burocracia acadêmica) que buscam dar esta solução para a universidade são os mesmos que lucram com esta divida.

Caracterizando a partir deste marco, em 2006 houve uma demissão massiva de professores e funcionários cujo as conseqüências foram a maximização dos professores e terceirização dos funcionários na qual se protagonizou uma greve na comunidade que na qual não conseguiu deter tal processo. Em 2007 com o projeto de redesenho institucional que visava aprofundar o caráter elitista e mercantil da universidade e sob o clima das ocupações de reitoria que ocorreram em várias universidades do Brasil ocorreu a ocupação de reitoria em 2007 na qual teve como resposta da reitora Maura junto com a fundação São Paulo (igreja da católica) a entrada da polícia novamen te no campus, protagonizando o lamentável episodio de 1977.  As conseqüência destas derrotas objetivam ente foi a intervenção da igreja católica que iria se materializar no CONSAD (órgão formado por dois padres da fundação São Paulo e o Reitor Dirceu de Mello), a concentração da divida da PUC em dois bancos (Banco Real, atual Santander e Banco Bradesco), a criação da SAE, sucateamento dos cursos (Na Ciências  Sociais foram retirada a licenciatura).

A DEBILIDADE DO CENTRISMO FRENTE A ELITIZAÇÃO DA UNIVERSIDADE.

Com a pressão da reitora Maura Veras ocorreu um fato político em 2007 que foi a entrada da polícia após 30 anos. Devido a esta pressão, uma parcela do movimento estudantil e de professores tendo como frente Arberx não deu a resposta perante a este acontecimento assim declarando derrota a esta luta, desmoralizando os estudantes fazendo com que estes tivesse a ilusão que não é possível uma transformação radical de sua universidade e assim abrindo espaço para a sua elitização. Depois disso, esta parte do movimento estudantil não conseguiu responder a elitização com táticas e uma estratégia que desse para impedir esta questão, assim adaptando a subjeti vidade dos estudantes que estavam indo cada vez mais a direita.

Frente a objetivos PSTU e PSOL conquistaram um numero maior de aparato (o CACS, o CA Benevides paixão e depois o CA 22 de agosto e o CA da psico) para poder se auto construir não tendo uma perspectiva de forjar estudantes para próximas lutas futuras e se adaptando a passividade do momento, e muitas das vezes combatendo outras correntes que propõe uma unidade com métodos democráticos (isso implica colocar criticas, divergências, programas distintos e fazer que ambas se expressem) chamando de parasita (o que pressupõe que é preciso eliminar-lo) e não combatendo a reitoria como foi feito pelo próprio PSTU numa das reuniões quando se era possível se forjar uma chapa combativa que tivesse programa e que combatesse a reitoria.

Frente ao clima de derrotismo e com o discurso da burocracia acadêmica que forjou a subjetividade de muitos estudantes, com o refluxo e a passividade e prática de setores do movimento estudantil que legitimou a retórica autonomista que fez grande setores de estudantes afastasse do movimento estudantil. Se não houve nenhuma luta, nem que seja parcial para forjar estes estudantes e muitos menos nem se cogitou um combate ideológico contra este pensamento e aos professores. Perante esta atual delimitada prática política  que só deu força a reitoria, estes mesmos setores formado pelo PSTU e pelo PSOL com a interpretação alegre da realidade era incapa z de fazer uma auto-critica e nesse sentido colocando o movimento estudantil na lama.

Em 2010, estes mesmos setores realizaram uma campanha esvaziada e super estrutural que tinha como um dos principais eixos a campanha redução da mensalidades e super estrutural e burocrática. Tal campanha não tinha dialogo nenhum com a base e tais conversas era realizadas através dos espaços burocráticos do CCA que muitas das vezes tinha como composição de mais ou menos 10 pessoas. Foi neste exato período que cursos como da Geografia, Jornalismo e Serviço Social entraram em greve com pautas especificas, mas em relação ao próprio movimento não existiu nenhuma política de unificação que travasse o combate contra a reitoria. O Balanço do ano foi, após d e um ano na passividade a reitoria que na audiência publica deixou bem clara que não pode atender as reiv indicações dos estudantes e começou a discutir se era preciso ter ou não metro na PUC e disse que não será possível diminuir a mensalidade e que pode aumentar. Foi o que ocorreu.

Frente a pressão da reitoria e a pressão da base, o movimento estudantil resolveu ocupar a reitoria numa ação aventureira e sem nenhum preparo para isso. Com a pressão da reitoria junto com a igreja de colocar a policia (tanto poderia acontecer ou não) e frente as eleições do DCE na USP que iriam ocorrer na mesma semana, o movimento estudantil não leva a ocupação até o final e desocupa a reitoria num seguinte poder de barganha : Desocupar a reitoria pra só assim negociar com a reitoria, mas frente a esta negociação o que se ganhou só foi migalhas deixando bem clara a política da reitoria: negociar migalhas numa mão com um porrete numa outra.

Perante a isso, o resultado dessa política aventureira trouxe mais desmoralização aos estudantes criando a ilusão que não é possível ter mudanças na universidade e que a luta não é o melhor caminho não é a luta e sim o dialogo. A negociação de portas fechadas com a reitoria continuou no ano seguinte, sem que o movimento estudantil travasse nenhuma luta contra a reitoria e as ‘’conquistas’’ na qual o movimento estudantil tanto chama foi a política da reitoria em dar migalhas para não ter luta.

Nesse período, outras questões estava ocorrendo na universidade como o julgamento de uma estudante de direito por causa da ocupação de 2010, o anuncio da reitoria que iria fechar salas e o caso do Roberto e da Alessandra ex alunos da PUC e hoje professores estaduais e dirigentes da oposição da APEOSP estão prestes a perder seu caso e terem todos seus bens penhorados por conta de uma divida gigantesca e impossível de pagar. Estas lutas que não são dadas, só fortaleceram a reitoria. A pratica política do movimento estudantil da PUC ta sendo diferente da moral dos estudantes, enquanto estes lutam por uma educação gratuita o movimento estudantil negocia de po rtas fechadas com a reitoria.

Um das principais causas que hoje o movimento estudantil da PUC se encontra destruído é por causa desta pratica política das correntes centristas como o PSTU e o PSOL. A juventude que está organizando e tem vontade política de dar uma resposta frente ao novo período que se abre, tem que discutir a atuação do movimento estudantil da PUC no ultimo período e chegar numa síntese como contribuição de um programa para vencer, pois não podemos as derrotas desmoralize os estudantes e com isso percamos um ponto tão importante como a PUC e assim como podemos perder outros pontos se as correntes centristas continuarem com esta prática política

Frente ao cenário que se abre

Dirceu de Mello se elege como o reitor, com o discurso que policia nunca entraria em sua gestão e que as portas da reitoria estariam sempre abertas para qualquer dialogo com os outros setores da comunidade. Este discurso se torna demagógico quando a crise econômica da PUC vem a tona, na qual por parte dos bancos e da igreja se abre uma necessidade de um reitor que consiga frear estas lutas nem mesmo se for possível adotar medidas repressivas como colocar a policia na PUC. Este mesmo reitor virou as costas e fez nada a favor dos estudantes que estavam sendo punido por ocupar a reitoria em 2007.

Mesmo que tenha se elitizando, as contradições da PUC hoje são frágeis e uma hora ou outra vão estourar. Demonstrou ser frágil quando a reitoria fechou salas da Psicologia alegando que não teria gente ou a media do direito (curso base do atual reitor) aumentou para sete ou quando ele decretou o fechamento das salas que tenham menos 25 alunos e quando o CONSAD (órgão formado por dois padres e o reitor ) está tornando as condições dos professores mais precárias até fazer com que eles ganhem hora aulas. Em relação aos funcionários, o mesmo problema que fez as trabalhadoras da União se rebelarem é gritante na PUC. Grande quadro de funcionários são terc eirizados como setores do Bandejão, segurança e limpeza e isso mostra que esta reitoria são projeto de t ornar as condições de trabalho cada vez mais precárias dos funcionários e dos professores que em 2006 viu uma boa parte do quadro serem demitidos e aqueles que ficaram estão encarregados para suprir aqueles que professores que tiveram seu direito de trabalhar retirado.

O projeto de elitização que está em processo avançado na PUC, vai ser levado até o final pela esta reitoria e os ataques que estão por vim demonstra que a reitoria, a Fundação São Paulo e os bancos querem transformar a universidade numa FGV. Um dos pontos claros foi o fato do reitor fechar a PUC para a festa da cultura CANABICA, que iria em torno de 6000 pessoas de acordo com o facebook. A resposta da reitoria foi fechar a PUC ameaçando colocar a policia dentro e proibindo que os estudantes realizam as festas baseado num decreto e aplicando sindicância e inquérito policiais contra aqueles que organizaram a festa. Tudo isso em nome de um projeto que visa tra nsformar a PUC numa FGV elitista e racista.

Novamente, o movimento estudantil (CSOL e alguns setores independentes ) negocia migalhas com a reitoria sobre esta questão sendo que a reitoria na própria negociação disse que é impossível de chegar num acordo e que é preciso ter um acordo de cavaleiros. Se a realidade é a mãe da verdades de acordo com a ultimas experiência podemos previr o que pode vim desta negociação que nem está em jogo a defesa concreta e conseqüente dos estudantes que a reitoria que punir e não vai abrir a mão tão facilmente assim.

Importante colocar que os estudantes tem interesse inconciliáveis com a reitoria, a fundação São Paulo e os bancos. Mesmo não tendo política para responder a necessidade concreta dos estudantes e a realidade, demonstrou –se em algumas oportunidades que é possível voltar a ter movimento novamente na PUC, voltando a tradição de luta que a PUC sempre teve.











Reproduzo no Blog, o Boletim da Chapa UM do Sintusp em relação aos ataques do Rodas

Boletim da Chapa UM do Sindicato dos Trabalhadores da USP

A Greve dos bancarios se aproxima de momentos decisivos

Nota dos  trabalhadores do Piquete da Agência Sete de Abril da CEF

Nós, trabalhadores reunidos no Piquete da Agência Sete de Abril da CEF, clamamos pela força de todos os bancários e bancárias presentes para lutarmos juntos e tomarmos a luta em nossas mãos a partir da base, a começar das nossas assembleias.
Não podemos aceitar que a direção do Sindicato continue efetuando manobras para encobrir um esquema em que só as direções falam, e os trabalhadores da base não podem sequer se expressar.
Nesse momento, a pressão do governo e da Justiça é enorme para que os trabalhadores dos Correios encerrem sua heróica greve de 22 dias, sem alcançar nenhuma conquista. A derrota deles implica em condições muito mais difíceis para a nossa luta dobrar o pulso da Fenaban e do governo Dilma.
Já a vitória deles nos fortalecerá e moralizará nosso enfrentamento com os banqueiros, que roubam bilhões da população a cada ano e ainda são salvos pelos governos nas crises, enquanto nós deixamos nosso suor, saúde e lágrimas em troca de salários que mal dão para sobreviver, ou então, no “melhor” dos casos, nos tornamos “escravos” das funções comissionadas para tentar dar uma vida digna às nossas famílias.
Temos que unificar politicamente nossas lutas, ampliando ao mesmo tempo nossa própria greve, para impedir a privatização dos Correios e de todos os serviços públicos, e reverter a terceirização em todos os bancos (via correspondentes, lotéricos, tele-atendimento, etc.), que representa a superexploração de milhares de trabalhadores, e ainda na Caixa e no BB funcionam como uma forma velada de privatização.
É a melhor forma de estarmos mais fortes para pôr fim às metas e ao assédio moral. E também para reverter o arrocho salarial da categoria, impondo um novo patamar para as reivindicações salariais de todos os trabalhadores que parta do Piso Salarial do DIEESE, de R$ 2297,00.
Até agora a Fenaban e o governo tentam nos vencer pelo desgaste. Essa estratégia patronal pode ser vitoriosa porque a direção da CUT no Sindicato não preparou uma greve séria. A “guerra pela imagem” é importante, mas os principais serviços bancários, os que realmente garantem o funcionamento do sistema, precisam ser paralisados, assim como as principais agências e centros. Os banqueiros não vão ceder se a greve não avançar e se radicalizar.
Para isso será preciso superar o imobilismo e a falta de firmeza das direções governistas da CUT e da CTB. Isso passa por conquistar uma verdadeira democracia nas assembleias. Mas também significa garantir que a base tenha o controle da greve a partir das unidades de trabalho, com piquetes de greve combativos, que organizem e coordenem os ativistas da categoria, e com representantes eleitos na base para participar de todas as negociações, formando comitês de greve por região e centros importantes composto de delegados eleitos nos piquetes. Temos que redobrar o espírito de luta e avançar para novas medidas de força da greve, como poderia ser uma paralisação total das unidades na região da Av. Paulista.
Só assim poderemos levar nossa luta até o final, alcançar todas as nossas reivindicações e garantir nosso direito de greve com o pagamento de todos os dias parados, impedindo que a direção do nosso Sindicato, assim como a direção dos Ecetistas, troque nossa luta por migalhas.
PIQUETE DA AG. SETE DE ABRIL
Com a participação de trabalhadores das Ag. Paulista, Sé, Jaguaré, Villa-Lobos, GILOG, GIREC, CITDI e Caixa Cultural Sé.

Video sobre a Primavera Arabe

Video da  Simone Ishibashi dirigente da LER-QI (Liga Estrategía Revolucionaria - Quarta Internacional  e Sociologa sobre a primavera árabe ..
http://www.youtube.com/watch?v=DzZw2RZ1-LM&feature=player_embedded

Governo Dilma : Impressões para o primeiro balanço atraves das lutas operarias e estudantis travadas no ultimo periodo

Para entender o governo Dilma, primeiro temos que entender o governo Lula
O governo Lula, foi marcado por um crescimento econômico sustentado através de trabalho precário como demonstrou na rebelião em Jirau e na greve das trabalhadores da União – USP. As contradições entre as classes dentro do governo Lula são frágeis e com a Dilma tendem a estourar, mesmo que o petismo encoberta este elemento fundamental  com um projeto de ‘’Brasil potencia’’ visando ‘’tornar um país do futuro. Outro ponto para entender, o petismo são três pontos elementares : É o caráter histórico reacionário desde da sua origem da burguesia brasileira e pelo fato que os militares e civis da época da ditadura militar não serem punidos muitos deles ocupando cargos burocráticos importantes no governo petista. Junto com estes fatores citados, temos um outro fator elementar é que historicamente uma importante parcela da mão de obra ‘’livre’’ tem origem na mão de obra escrava na qual na passagem do antigo regime e para a ‘’ordem competitiva’’ de acordo com Florestan Fernandes foram os setores mais pauperizados e que hoje moram nos bairros mais precários. Vale a pena lembrar que hoje não houve uma ruptura histórica, sendo assim apesar de algumas diferenças traços de continuidade.
Justamente para manter este crescimento econômico e de acordo com o próprio Lula ‘’fazer com que os ricos se tornem cada vez mais ricos’’ e assim ampliando a pobreza para ampla camada da população brasileira é que a repressão policial nos morros e contra a classe trabalhadora visando assim disciplinar estes setores ganha sentido.  Porém com o crescimento econômico abriu espaço para com que o capital permitisse frear a luta de classes com algumas concessões fazendo com que os trabalhadores não lutem por direitos concretos e além deste mecanismo temos o da repressão que é freqüente utilizado, tais concessões que se materializa em programas como Bolsa Família, PROUNI e entre outros. Estes investimentos somam em torno 6% do PIB, sendo que para dividia externa são investido 50% do PIB.
O atrelamento da burocracia sindical, estudantil e de alguns movimentos sociais com o governo Lula é um outro pilar importantíssimo para entender como petismo está gerindo o capital. Estes setores governistas que atuam dentro dos setores oprimidos da sociedade  são uma espécie de correia da burguesia para poder legitimar os interesses da classe dominante dentro dos dominados e como um freio ou até mesmo terem um atuação como policia nestes setores. É assim que tanto as seis centrais sindicais governistas, ou a União Nacional dos Estudantes ou outros movimentos atrelados ao governo atuam dentro da classe trabalhadora e o povo pobre.
O governo Fernando Henrique Cardoso foi marcado com um constante ataque a classe trabalhadora e os demais setores populares da sociedade. Houve resistência e luta operarias e populares e um sentimento honesto contra o governo tucano, porém a falta de uma alternativa nesta luta contra os ataques de FHC e o atrelamento então da esquerda com o PT que estava saindo da sua posição conciliatória inicial e estava guinado para a direita, fez com que as massas depositassem confiança e elegesse Lula para presidente. A eleição de Lula significou o fim de um período marcado com Luta operarias que abriu algumas migalhas para poder frear a luta de classes e isso um dos pontos que fez Lula se tornar um quadro da burguesia hoje no Brasil, neste sentido importante colocar que houveram traços de continuidade do FHC no governo Lula e isso se materializou aos ataques as leis trabalhistas e a previdência e as privatizações.
A classe trabalhadora Brasileira vem de um series de derrotas que se refletiu a transição da ditadura para democracia pactuada pelo alto, freando assim as lutas que a classe operaria em conjunto com os setores populares da sociedade estavam protagonizando contra a ditadura militar. Desde então estes setores entraram em profunda desmoralização e ceticismo incentivando a visão de que é impossível mudar a realidade e que a sua posição de classe (dominados e dominadores) é vista como algo naturalizado. Essa desmoralização e derrotismo permitiu com que o petismo criasse uma visão entre os dominados que basta o ‘’bolo crescer’’ para que se torne possível a ascensão da população pobre.
Perante a este cenário, a esquerda não teve uma política que conseguisse responder a esta realidade posta pelo o petismo não constituindo como uma alternativa ao PT, não conseguiu forjar setores de trabalhadores e oscilou na passividade não travando lutas parciais.  Hoje o PSOL  representa uma ala da burguesia não conseguindo ser uma alternativa tenha como eixo a independência da classe trabalhadora  e o PSTU partido que se reivindica trotskista (vertente de Moreno), encontra – se muitas das vezes a reboque do PSOL em alianças forjadas através de acordo superestruturais alheio ao método da luta de classes sendo assim rebaixando o seu próprio programa e aceitando o programa do PSOL que representa a insatisfeita da burguesia com o neoliberalismo.  Se é necessário travar lutas parciais e obter algumas vitorias mesmo no período de refluxo, a esquerda brasileira não cumpriu esta função fazendo com que o sentimento de derrota, passividade e ceticismo das massas junto com o apoio ao governo fossem bem alimentados.
O cenário com a Dilma muda
Os teóricos tradicionais da burguesia já sentem uma mudança no cenário nacional e já não tem a mesma certeza que a crise não iria atingir o Brasil, abrindo um começo de crise na confiança da burguesia brasileira significando a volta de grandes lutas operarias no Brasil. Este cenário já ganha consistência pois neste ano professores estaduais de mais 10 estados entraram em greve, tivemos a rebelião de Jirau, greve dos servidores das universidades federais, greve das terceirizadas da União – USP, greve dos trabalhadores dos correios e greve dos bancários. Outro ponto que precisa ser destacado são as ocupações de reitoria protagonizados pelos os estudantes de varias universidades do Brasil inteiro, resgatando assim um importante método de luta estudantil utilizado nas lutas de 2007.

Um dos pontos que podemos ver claramente, tanto nas greves dos correios e tanto na greve dos professores do Ceara (assim como outras greves como na greve dos professores estaduais de Minas) a tendência repressiva contra os trabalhadores ou na ocupações. Estas tendências se expressam tanto Supremo Tribunal resolver cortar os pontos dos trabalhadores grevistas dos correios para derrotar este obstáculo para a privatização dos empresa dos Correios ou até em ultima instancia as brutais repressões contra os professores do Ceara e de Minas Gerais ou a entrada da policia no campus da Universidade Federal do Fluminense.
Se as contradições com o governo Lula já era frágeis, com o avanço da crise capitalista que certamente atingira o Brasil com o governo Dilma poderão se estourar. Com o agravamento da  crise econômica, das contradições e da luta de classes a tendência do governo Dilma é de se tornar cada vez mais repressivo contra a classe trabalhadora e as classes populares que estão em luta e poderão entrar futuramente. Analisando a partir deste cenário e a necessidade de cortar o pouco investido utilizado para não estourar estas contradições e assim evitar uma grande mobilização dos trabalhadores vai ser trocado por outro mecanismo que é da repressão.
Nos correios e nos bancários estão se expressando métodos anti burocráticos e uma radicalização da base contra a burocracia sindical que em ambos os casos está sentindo acuada por sentir os trabalhadores atropelando as direções do sindicatos e com isso tanto a CUT (PT) e a CTB (PC do B) estão apelando para métodos cada vez mais burocráticos. Em ambos casos, os trabalhadores estão começando se voltar contra a burocracia sindical por não ter uma estratégia que responda a realidade da luta de classes e com isso a base estão obrigando a direção dos respectivos sindicatos a votar propostas dos trabalhadores dos correios e dos bancos.
Se pegamos o  caso dos trabalhadores dos correios de São Paulo, a burocracia sindical ligada a CTB (PC do B) que já havia decretado o final da greve através de um acordo e coro  com o Supremo Tribunal que estava ameaçando cortar pontos dos grevistas, se assustou quando viu a sua base votar em defesa da continuidade da greve. Os trabalhadores bancários estão votando varias propostas e estão continuando a greve contra a vontade da burocracia sindical da CUT (PT). Em Minas Gerais, a burocracia da CUT traiu a greve dos professores que estavam durando mais 100 dias num acordo de portas fechadas e de cúpula com o governo tucano.
Nesse sentido vale sempre retornar antes de mais nada, a luta dos trabalhadores brasileiros contra os interventores da ditadura militar como uma parte de uma luta contra a ditadura militar. O conflito entre a direção do sindicato e a base se refletia em diversas maneiras, desde da base que atropelava e impunha as decisões para o sindicato, a burocracia abandonar o sindicato e mandar fechar fazendo com que os trabalhadores tocasse a greve a partir de comitê de base, conflitos físicos até perseguição feita pelos trabalhadores contra a burocracia do sindicato. (Tendo como caso em São José dos Campos, aonde os trabalhadores perseguiam os interventores da ditadura militar nos sindicatos até em suas casas).  Nesse sentindo vale a relembrar deste período, o fato que hoje a burocracia já começa a sentir sinais de dificuldades para poder controlar a sua base.
Longe do que está ocorrendo no Chile aonde a ação massiva dos estudantes junto com setores de trabalhadores está criando novos fenômenos importantes, no Brasil as lutas estão num patamar econômico e não se elevou a tal nível de questionamento. Porém aponta grandes possibilidades de ação dos trabalhadores e da juventude e de questionamento ao projeto petista que está colocado e com isso é necessário a unificação destas lutas e elevar as reivindicações para além do patamar corporativo dos aumentos salariais.
Se por um lado temos a CUT, a CTB e a UNE que não articula um plano de lutas pois teria que se chocar contra o governo e o projeto  na qual estas organizações apóiam. Com isso tem um plano consciente de manter estas mobilizações isoladas, dispersas e se limitando sempre no seu plano econômico. Um grande exemplo podemos citar são a greve da educação, um importante setor que nesse ultimo período protagonizou lutas importantes e que junto ao sentimento generalizado que é preciso investir na educação e o apoio popular que estas greve dos professores estaduais e dos servidores da educação  poderiam ir muito mais foram.
Já o PSTU e o PSOL, na sua cegueira rotineira não fazem nada para poder unificar estes movimentos não lutando para que surja um movimento de professores e estudantes pela uma educação de qualidade e pelo fim do trabalho precário no ensino dialogando com uma demanda por uma educação digna para os setores mais explorados. Estas organizações estão hoje realizando uma campanha superestrutural  pelo 10% do PIB para a educação, realizando um plebiscito para somente novembro não se ligando concretamente com os processos de luta que estão acontecendo hoje no Brasil. Para além disso falta um norte estratégico, onde esta demanda tática deve se ligar com o fim do vestibular, estatização das universidades privadas sem indenização, expropriação dos principais monopólios privados.
Para a educação, o governo petista investiu muito mais na educação privada e nos monopólios de ensino como ANHEGUERA, ANHEMBI MORUMBI e entre outros em vez de investir na educação publica. Através do lucro para os tubarões de ensino e uma educação totalmente precária aonde se encontra uma parcela da juventude trabalhadora, aonde se cria uma ilusão em que se está democratizando o ensino, aonde agora todos tem a mesma condição de estudar. Uma grande parcela de professores e estudantes estão  começando a questionar esta estrutura do Petismo  e isso mostra as péssimas condições da educação publica e a necessidade de uma mudança radical que consiga solucionar os problemas pela a raiz
Como disse anteriormente, o crescimento econômico do petismo é sustentado através de contradições muito frágeis e de condições de trabalho extremamente precária.  Desde a greve dos trabalhadores do estádio do  Maracanã e do Mineirão passando pela rebelião de Jirau, temos grandes questionamentos da visão de ‘’Brasil Potencia’’ e mostrando claramente que o crescimento econômico do governo é sustentado através de  condições de trabalho precários e sob contradições muito frágeis sendo que a qualquer momento pode estourar.
É necessário preparar para os próximos desafios da luta de classes.
Transformar as próximas lutas numa escola de guerra. Desde já é necessário intervir em cada uma luta que é dada forjando assim com setores mais combativos de trabalhadores, do povo pobre e de estudantes, dando estas batalhas até o final e se for possível vencer-la. Dentro da luta de classes, a guerra é constante e só vai poder acabar de fato quando o proletariado tiver cumprido com seus objetivos históricos, pois se a burguesia saia vitoriosa desta guerra ela despeja para nos o seu projeto de sociedade que ela tem o que significa de fato é : que as condições para reprodução de vida vão se tornar cada vez  mais precárias.  Nesse sentido, a etapa que está se abrindo neste momento no Brasil é de preparação, pois é fundamental que a classe operaria e as classes populares acumulem experiências para alcançar o seus objetivos.
A necessidade de um programa que responda as necessidades dos trabalhadores e do povo pobre e a luta de classes se torna algo extremamente necessário neste período que se abre. É fundamental traçar bem nossos objetivos estratégicos, qual vai ser as nossos meios de luta que iremos utilizar para conseguir o que queremos e como através destas lutas vamos impor a burguesia o que queremos fazendo ela temer a cada batalha que iremos dar.
Neste sentido seria fundamental realizar um encontro nacional de setores da educação que estão em luta, agora com setores da construção civil, dos correios e outros setores que entrarão estão em luta é fundamental construir uma campanha pelo salário mínimo estabelecido pelo DIEESE, a incorporação de todos os terceirizados ao quadro de efetivos do local aonde trabalham (no caso do setor publico, sem concurso), iguais direitos e salários para todos e a contratação massiva de novos funcionários.



















12 de out. de 2011

Sobre a morte de Steve Jobs

Sob um cenário aonde a juventude e a classe trabalhadora se levantam contra este sistema de fome e miséria e agravamento da crise econômica, Steve Jobs foi durante a sua vida dono da APPLE, uma das marcas mais conhecida e poderosa da atualidade vem a falecer. Prato cheio para uma  burguesia que está começando a temer tais levantes, há uma tentativa desesperada de recuperar uma unidade na sociedade escondendo as contradições que irão se agravar que seja alheio aos interesses de classe visando assim estabelecer a ‘’paz social assim evitar qualquer questionamento ou pratica políticas  que se volte contra a ordem capitalista que novamente está posta em cheque.
O objetivo do  caso de Steve Jobs, é construir uma figura imaginara e partir de então lucra – se muito através dela. O grande propósito desta figura imaginaria chamada Steve Jobs é fazer com que as pessoas não questione quem ele é, criando assim um vinculo afetuoso com alguém que o sujeito não conheça e faça a mínima noção de quem seja Jobs e muito menos questionando qual é o papel nefasto que cumpriu o dono da APPLE durante a sua vida como empresário. A construção desta figura é  criminosa, pois este sentimento atinge diretamente muitos jovens que estão entrando ou vão entrar para o mercado de trabalho e vão ver que seus interesses são inconciliáveis com o seu patrão.
Enquanto isso, a juventude Chilena vem se enfrentando contra a burguesia, o Estado e questionando a burocracia estudantil por uma educação gratuita e contra a educação herdada pela ditadura de Pinochet. Nesta luta, os estudantes ergueram barricadas contra a policia, enfrentaram com paus e pedra o Estado que está respondendo com prisões, perseguições e até com desaparecimento (método muito usado na época da ditadura militar) dos jovens lutadores. Foi nesse cenário de luta e combatividade dos estudantes na qual num estagio da luta chegaram  aliaram com os trabalhadores protagonizando uma  greve geral que parou o pais que Manuel Guitarrez, um jovem estudante de 14 anos foi morto pela policia. No ano passado, na Argentina na greve dos terceirizados da ferroviária de Roca Mariano Ferreira, jovem militante trotskista do Partido Obrero foi assassinado pela burocracia sindical por defender e estar junto a este setores de trabalhadores. Neste sentido, a juventude tem que gritar bem alto : Somos todos jovens trabalhadores precários, Somos todos Guitarrez e Mariano Ferreira, Somos todos estudantes chilenos, Somos todos jovens negros que ocupam piores cargos de trabalho e são constantemente assassinados pela policia,  NÃO SOMOS O STEVE JOBS.
Se apoiando num cenário de estabilidade e crescimento econômico e de consumismo de uma parcela considerável da população, Steve Jobs ganhou fama e prestigio no mundo inteiro fazendo com que grandes parcelas dos dominados se encontrasse com uma condição material expressando encantamento com os produtos da APPLE e não com isso questionando da onde que veio e principalmente quem fez estas ‘’tais’’ maravilhas. Procurando se legitimar através deste cenário, a burguesia vendia para os dominados um discurso de progresso para aceitarem  a sua exploração, as micros tecnologias expressou um ponto importante dentro da  reestruturação produtiva capitalista fazendo com que haja uma intensificação da força de trabalho, significando assim um aumento da exploração do trabalho.
A APPLE possui empresas em lugares como a China, que dentro do mercado mundial são estratégicos para o capitalismo expressando numa grande parcela de trabalhadores que se reproduz a sua própria existência através de condições precárias. Retrocessos como uso de mão de obra infantil, operário ter que dormir na fabrica e destes terem que agüentar tais condições precárias de vida e não poder ter o direito de fazer o que quiserem pois possui um pacto com o dono da empresa demonstra uma outra face de Steve Jobs na qual é encoberta através de um personagem criado pela própria burguesia para transmitir seus valores como da meritocracia e de que estamos caminhando pelo progresso.
Mas vamos o que interessa. Quem produz as mercadorias da APPLE, não é o Steve Jobs e sim os trabalhadores, então que dê a Cesar, o que é de Cesar pois nada mais do que justo os trabalhadores reivindicarem o que é seu. Steve Jobs foi apenas mais um parasita capitalista que fez a sua enorme  fortuna através da super exploração e morte dos trabalhadores, caso Steve Jobs não tivesse existido um outro teria ocupado o seu lugar e teria pensado as mesmas na mesma ideia que deu  origem a APPLE. Porém temos que entender que o capitalismo retirou as potencialidades humanas da maioria dos indivíduos, então coloca se a necessidade da derrubada deste sistema de exploração, fome e miséria  para que assim a grande maioria da população tenha acesso ao conhecimento para um modo de produção onde que todos tenham acesso ao que se produz.